quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Mas o que pode levar uma mãe a envenenar o próprio filho com apenas 11 anos? E matar-se de seguida? Como pode haver e apesar das dificuldades que aquela sra tinha (era doente oncológica) haver coragem para tal? Tanta pergunta sem resposta.



Não condeno quem se suicida por estar a sofrer, por ter dores horríveis, não, nada disso. Já assisti a sofrimentos de pessoas em fase terminal e não só e imagino que aquelas pessoas se pudessem se matavam, mas matar também um filho tão jovem? Uma criança com uma vida pela frente!


Lembro de à uns anos atrás cá em Portugal um pai já idoso, viúvo, que vivia só com um filho  com o síndrome de down  e que viviam com muitas dificuldades  o ter matado também e de seguida esse pai ter também posto termo à vida.

Deixou uma carta que dizia: Infelizmente tive de matar o meu filho e me matar também, já estou velho não me restará muito mais tempo, não tenho mais família nem dinheiro, quando eu morrer o que vai ser deste meu filho? Que nunca conheceu mais ninguém além de mim e da mãe? 

Lembro na altura muita gente o ter criticado, eu nem sabia o que pensar.

Quando o pai morresse aquele filho seria “atirado” para uma instituição onde não ia haver amor, carinho nem paciência para tratar dele, iria ali ficar à espera do seu dia.

Não estou a dizer que ele fez bem ou mal, ainda hoje não sei.

Mas a avaliar pelo que vemos neste país onde se empurram os idosos e deficientes para lares muitas vezes sem condições, não sei…..

Agora no caso que se passou hoje na Madeira, aquela criança tinha todo o direito de viver, já não tinha pai, talvez fosse ficar sem a mãe em pouco tempo, mas tinha uma irmã que certamente cuidava dele e estava numa idade ainda tão novo tinha muito tempo para aprender a viver sem mãe e pai.
Às vezes não entendo mesmo.



Que aquela criança descanse em paz e perdoe o que a mãe lhe fez.

13 comentários:

  1. Confesso que tenho uma grande dificuldade em compreender este tipo de actos!, porém dizem que existem situações onde as pessoas fazem coisas impensáveis!

    Bjxxx

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É verdade Teresa.
      Também não sei o que pensar.
      Bjxxx

      Eliminar
  2. Uma doença oncológica não justifica o ato. Pelo contrário, a maioria das pessoas que conheço (eu incluído), após uma doença oncológica ainda valorizam mais a vida.
    Não imagino a dor que essa mãe terá sofrido, mas mesmo isso não justifica tirar a vida a uma criança. A morte, que é a única certeza com que nascemos, não precisa de ser antecipada. Muito menos quando é a vida de um filho, por quem o amor deveria ser a última coisa a morrer em nós.
    Não julgo porque simplesmente não entendo. :(

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não sabia do teu problema Esperto, lamento!!
      Eu também não julgo, mas como tu, não entendo.

      Eliminar
    2. Cá em casa somos dois...
      Não se perde tudo. Não pagamos IRS. xD

      Eliminar
  3. Nada justifica o ato...mas a mente humano é um mundo bem complexo...por isso tudo é possível mesmo que incompreensível e inaceitável!
    Bj e boa noite

    ResponderEliminar
  4. Nada justifica o ato de tirar a vida alguém, seja em que situaçõ for, mas imagino que ela o terá feito por amor e por medo, julgando que estava a fazer o melhor. Não sei se acredito no que estou a dizer, mas custa-me que o tenha feito num ato de maldade... Que triste :(

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tirar a vida a alguém já é um assunto complexo, pois depende da situação, já aqui falei da justiça pelas próprias mãos em alguns casos devia existir, mas não é de todo o caso. O que a sra fez penso eu, não tem explicação.

      Eliminar
  5. Que história dramática. Não consigo entrar numa cabeça que acaba por agir assim!

    ResponderEliminar
  6. Existem coisas que realmente não fazem sentido!

    Bjxxx

    ResponderEliminar