sexta-feira, 18 de março de 2016

Hoje.

Hoje passei na escola primária onde andei, passei e estacionei, fiquei a olhar para ela e a recordar aqueles tempos, tempos bons esses! Tanta saudade, lembro das brincadeiras dos colegas (alguns), das professoras. Tudo era tão genuíno tão calmo, lembro do recreio, era de calçada e as quedas que lá dei J era meia maria rapaz.

Como não tinha nada de importante para fazer resolvi visitar um pouco das ruas e escolas que frequentei até à minha juventude, recordar um pouco os velhos tempos, bons esses tempos.  Passei na rua onde vivi praticamente a minha infância, tudo está na mesma, as mesmas casas algumas pessoas ainda desse tempo. Não falei com ninguém.  

Chegada a casa ainda fiquei a pensar no que tinha ido ver. Hoje sou feliz, mas naqueles tempos era muito feliz, apesar das dificuldades daqueles tempos. Depois pensei também na minha vida de adulta e de quando comecei a trabalhar. Os colegas da escola já não estava mais com eles, os amigos daquela rua também se “foram” começou outra etapa da minha vida e com ela mais responsabilidades. Conheci novas pessoas novas amizades que se prolongaram por algum tempo. 

Passei por alguns empregos até chegar a uma grande empresa onde estive por 17 anos e onde voltei a fazer novas amizades. Passados esses anos a empresa fechou e viemos todos embora, a profissão nos juntou, a profissão nos separou. Uns emigraram outros se afastaram. É o normal da vida.

Desde esse tempo em que de lá sai, trabalho como tantos, em empregos precários e já nem me importo, porque não adianta. Como já disse por aqui, o futuro não me interessa.

Por esses empregos precários que tenho passado, vou mais uma vez conhecendo novas pessoas, que com o tempo também vão. Tenho tido a sorte de trabalhar em sítios onde lido com muita gente o que eu gosto, pois há pessoas que mesmo passados quase 30 anos ainda me conhecem e eu a elas.

Hoje tenho conhecidos e poucos amigos. A minha família praticamente o que para mim chega.

“vivo” muito com este texto de Miguel Sousa Tavares

"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."


E é verdade, não esqueci nenhum dos que foram importantes. 

3 comentários:

  1. Por tudo isso...só tem razões para se sentir bem feliz!
    Boa noite e bj

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  2. Por tudo isso...só tem razões para se sentir bem feliz!
    Boa noite e bj

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